#28 | Perfil da mulher consumidora

Embora a atual equidade entre homens e mulheres esteja longe de ser a ideal, é notório o ganho de espaço da mulher na nossa sociedade durante os últimos anos. Segundo a pesquisa do Boston Consulting Group, realizada em 2016, apenas nos últimos cinco anos, o percentual de riqueza produzido pelas mulheres cresceu em torno de 25%.


Além disso, o instituto relata que cerca de um bilhão de mulheres irão entrar no mercado de trabalho para a próxima década. Essa ressignificação nas relações humanas e o aumento das lutas pelos direitos das mulheres têm impactado diretamente o direito do consumidor.


De acordo com o panorama realizado pela Nielsen em 2019, um dos principais fatores que afetam as relações de consumo é a confiança do público feminino. Segundo o panorama, esse índice está sempre abaixo da média, seja no mundo ou no Brasil, onde fica uma proporção de 112 homens para 46 mulheres para nível de confiança.


Apesar de termos mais mulheres com o ensino superior completo, segundo o IBGE, elas representam 66% das pessoas fora da força de trabalho. Entre elas, 54% consideram ruins as perspectivas de emprego para 2019 devido à maternidade, a pressão social e o machismo. Além disso, um terço das mulheres diz realizar as suas tarefas domésticas totalmente sozinha. Visto que, 37% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, esse número aumenta para 67%. Esse fato contribui para a sobrecarga na rotina feminina, que impacta diretamente nas decisões de trabalho, diminuindo a confiança do público feminino na expectativa de empregabilidade no Brasil.


Mesmo representando menor número dentro do mercado brasileiro, segundo um estudo de estilo de vida ocorrido em 2018, proveniente do painel de consumidores, 96% dos responsáveis pelas compras são mulheres, as quais destinam mais de 20% da sua renda para o abastecimento doméstico.


A pesquisa relata que, na hora da compra, as mulheres focam nos bons preços, produtos de boa qualidade, ofertas, variedade do produto, marca, localização do estabelecimento, serviço de entrega a domicílio, ambiente agradável, limpeza, atendimento, simpatia dos funcionários, disponibilidade dos produtos que desejam e se há o cartão da loja como forma de pagamento. Desta forma, o perfil das brasileiras é mais vanguardista e consciente que a média masculina, pois se preocupa com a sua saúde e com o meio ambiente na hora que consome.


De acordo com a pesquisa, as mulheres podem ser classificadas em três gerações. As mulheres da geração Z, dos 13 aos 25, as millennials, dos 26 aos 45, e as baby boomers, mulheres com idade superior aos 45. Mesmo conectadas, às da geração Z tem aspirações mais tradicionais e possuem a intenção de formar uma família. As millennials têm o objetivo de viver um dia de cada vez, já as baby boomers tem foco na saudabilidade e na independência.


No consumo, as mulheres dessas três gerações têm preocupações gerais: peso, redução do consumo de sal, gordura, açúcar, e busca por alimentos saudáveis são pontos comuns, assim como o hábito de leitura no tempo livre. Além disso, elas declaram comprar produtos de beleza on-line, e embora façam mais compras que os homens, elas têm um consumo mais consciente.


0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
222_edited.jpg
andre-emdireito-1170x1170.jpg